segunda-feira, 25 de abril de 2011

Encontrar a Luz

"Além disso.é D'us quem estabelece vocês e nós em união inquebrantável com o Messias;ele nos ungiu,colocando em nós o seu selo,dando-nos seu Espírito em nosso coração como garantia do futuro. " (segunda carta de Sha'ul.emissário de Yeshua,à comunidade messiânica de Corinto)
Hoje, vemos muitas pessoas que confessam que encontraram esta luz em Yeshua, e que agora não estão mais perdidas, e que têm o rumo dos rumos, o caminho dos caminhos, a direção das direções, o sentido dos sentidos.
Yeshua se apresentou a eles como o sentido pelo qual e em função do qual eles vão viver, caminhar, pois não necessitarão mais andar em trevas, nem andar desnorteados; não irão mais estar confusos nem perdidos em meio às opções que se apresentam para confundir a mente. As opções não confundirão mais, porque só existe uma opção certa para a caminhada da vida humana, e esta já está definida.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Afinal de contas, Yeshu'a aboliu ou não a Torah?

por Mashmid
Primeiramente, Yeshua diz:
(Mateus 5:17) - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
(Mateus 5:18 ) - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um yud ou um kotz se omitirá da Torah, sem que tudo seja cumprido.
"Até que céu e a terra passem".
O céu está aí e a terra sob nossos pés, até que o céu e a terra passem a Torah está vigente.
Mas, por que então os cristão dizem que a Lei foi Abolida? É simples, por pura má interpretação e falta de utilização de Hermeneutica, usando textos fora do contexto.
Outra coisa que contribui com isso é a falta de conhecimento sobre a cultura judaica. Eles não percebem que mesmo os textos da Brit Chadasha se utilizam de expressões judaicas.
A dificuldade de se fazer distinção por parte dos cristãos
Os cristãos não conseguem dividir as coisas, não entendem que há alianças distintas e o que é prometido a uma pessoa não se interpreta a outra.
A promessa que D-us fez a Avraham não é a mesma promessa que D-us fez a David.
Há diversidades de alianças, a Adâmica, Noética, Abraâmica, Mosaica, Davídica,etc..
Cada promessa é diferente e é específica à pessoa, não podemos utilizar uma promessa feita a outra pessoa para se referir a nós, a não ser que estejamos inclusos na promessa.
Uma promessa específica ao povo judeu é sobre a herança da terra de Kinaan a qual D-us fez a Avraham.
E outra promessa feita a Avraham que inclui aos gentios é aquela que diz : "Em teu nome serão benditas todas as famílias da terra".
Ou seja, a herança da terra de Kenaan é para os gentios também? Claro que não, pois o texto é claro e refere-se à promessa como sendo especificamente aos descendentes de Avraham, não no sentido figurativo mas no literal.
O início da Segunda Aliança
Quanto foi que deu início a segunda aliança?
O Brit Chadasha deu início logo após a morte de Yeshua, pois antes de sua morte estávamos ainda sob a Lei de purificação através de sangue de animais.
Após a morte de Yeshua iniciou-se a purificação através de seu sangue.
Enquanto um testador vive não há valor o testamento, só entra em vigor após a morte do testador.
(Hebreus 9:16) - Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. (Hebreus 9:17) - Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?
Então após a morte de Yeshua, há algum texto que diz que os discípulos dele ainda guardavam a Torah?
Veremos em breve.
Os cristãos acreditam mais nos Fariseus do que nas escrituras
Normalmente encontramos cristãos que dizem que Yeshua não se preocupou com a guarda de Shabat.
Por que isso acontece? Porque os cristãos não percebem que seguem ao fermento dos Fariseus.
Yeshua diversas vezes foi acusado de transgredir ao Sábado, mas quais foram as acusações utilizadas pelos Fariseus?
(Mateus 12:10) - E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?
Eles acusavam a Yeshua de curar nos sábados. Mas onde está escrito na Torah alguma proibição de se curar no Sábado?
Por acaso há alguma lei proibindo a cura no Sábado?
Será que os evangélicos não percebem que eles estão apregoando os ensinamentos dos Fariseus dizendo que curar no Sábado é transgressão sendo que não existe Lei para proibir isso?
Mas não foi só a Cura no Sábado a acusação dos Fariseus.
(Mateus 12:1) - NAQUELE tempo passou Yeshua pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.
Outro texto que é utilizado pelos cristãos, novamente eles utilizam as acusações dos Fariseus, sem perceber que estão sendo discípulos dos Fariseus da época.
Por falta de conhecimento da cultura, os cristãos não sabem que Yeshua agiu conforme o que é ensinado nos textos Talmúdicos, de que a vida é mais importante do que o próprio Shabat.
Por isso médicos, enfermeiros, soldados e policiais não são proibidos de trabalhar em Shabat, pois são funções as quais não podem parar nunca, e são liberados por isso.
Uma das proibições de Shabat é de que não se pode fazer jejum em shabat e não pode ficar sem comer algo em shabat.
Os discípulos de Yeshua não fizeram nada além do que é permitido quando a vida está em primeiro lugar.
Yeshua utiliza-se das leis sacerdotais , pois os sacerdotes faziam o serviço do templo mesmo no dia de Shabat e eram livres para o fazer, pois um mandamento maior sobrepõe o menor.
Ele também se utilizou do texto de quando David come os pães da proposição o qual era permitido somente para os sacerdotes comerem, mas como a vida de David dependia disso, então sempre a vida em primeiro lugar.
Só que os cristãos não sabem disso, Yeshua não fez nada diferente do que ensinam os sábios do Talmud, sendo assim ele está enquadrado nos ensinamentos.
Mas como é que um cristão vai saber disso se não conhece nada de judaísmo? Vão continuar acreditando no fermento dos Fariseus.
Bem, mas voltando ao assunto anterior sobre o início da Nova Aliança... após a morte de Yeshua inicia-se a Nova Aliança e se Yeshua tivesse ensinado alguém contra Shabat, então o que dizer do texto a seguir?
(Lucas 23:56) - E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.
Elas eram judias e Yeshua não ensinou a elas a se apartar da guarda de Shabat.
Não estamos dizendo que os gentios tem obrigação disso, estamos dizendo é que o judeu tem essa aliança com D-us, e D-us diz : "uma aliança perpétua entre mim e vós".
E isso aconteceu já na Nova Aliança, ou seja, após a morte do testador.
A dificuldade dos cristão com respeito a Hermenêutica
Assim como acontece com as Alianças, assim também com as epístolas, os cristãos têm dificuldade em perceber quando uma epístola é dirigida a determinada pessoa ou grupo de pessoas.
Da mesma maneira que eles não entendem que nós não apregoamos a obrigação das leis judaicas aos gentios, eles também não entendem que os gentios não devem apregoar a quebra dos mandamentos aos judeus.
Por exemplo, uma epístola que é dirigida aos gentios que eles querem interpretar que é dirigida também aos judeus é a Epístola de "Aos Gálatas".
Como o próprio nome já diz, a epístola era para os "Gálatas" e não para judeus, pois os gálatas não eram judeus.
Vide o link da Wikipedia : [url=http://pt.wikipedia.org/wiki/Galácia]Galácia[/url]
Parece que, por volta de 278-277 a.C., um grande número de celtas da Gália ou gauleses, que os gregos chamavam de Galátai (daí o nome desta região), atravessaram o Estreito do Bósforo e se estabeleceram nesta região.
Segundo o que o próprio Paulo diz, ele foi enviado aos gentios e não aos judeus, portanto as epístolas de Paulo são todas objetivadas aos gentios.
(Gálatas 2:7) - Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão (gentios) me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão (judeus)
(Gálatas 2:8 ) - (Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),
Nessa epístola Paulo ensina aos gentios a afastarem-se dos Judeus crentes em Yeshua que os obrigavam a circuncisão e a guarda das leis judaicas.
Paulo não diz que os judeus não devem guardar às leis, o que ele diz é para que gentios não guardem as leis que foram obrigadas aos judeus, visto que os gentios não são participantes dessas alianças.
(Gálatas 2:3) - Mas nem ainda Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se;
Com a pregação dos judeus de Jerusalém que importunavam aos gentios de que deveriam se circuncidar e guardar às leis judaicas, então os gentios ficaram com dúvidas se seriam salvos sem guardar as leis judaicas, sendo assim, estavam fracos na fé, duvidando se apenas crer em Yeshua seria o suficiente.
Porque os esses judeus apregoaram a eles que se eles não se circuncidassem não se agregariam às promessas de Avraham.
Essa foi a preocupação de Paulo, pois havia judeus obrigando aos gentios à conversão total ao judaísmo, para que se tornassem participantes das promessas de Avraham.
Mas Paulo fala que a promessa feita a Avraham foi pela fé. Sendo assim, os gentios são justificados pela mesma fé que teve Avraham.
(Gálatas 3:8 ) - Ora, tendo a Escritura previsto que D-us havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.
Mas preste atenção, o texto diz "havia de justificar pela fé os gentios". O texto não diz "judeus" , diz "gentios".
Pois as alianças feitas com Israel são "perpétuas" e como disse Yeshua "até que o céu e a terra passem".
A Torah foi dada aos judeus e não aos gentios, portanto, o gentio é justificado exclusivamente pela fé, mas isso não exclui os judeus de suas alianças com D-us.
Sabendo também que há leis para os gentios, como proposto no concílio de Jerusalém.
Novamente atente que a epístola de aos gálatas se dirige aos "gentios", dizendo sobre a justificação pela fé "DOS GENTIOS".
Mesmo com as alianças , os judeus crentes em Yeshua não se dizem justos por causa dos mandamentos seguidos, pois como foi dito "não há um justo que faça o bem e não peque".
Somos justificados no Mashiach.
Para que se preocupar com rituais?
Os rituais não foram criados por Moshe (Moisés), mas antes foram dados a Moshe, o qual recebeu de D-us esses rituais.
Portanto, quem despreza a isso despreza a D-us que o deu.
E por falar em ritual, por acaso, o que é o Batismo!?
Não são rituais o Batismo e também a ceia que é chamada pelos cristãos de santa-ceita?

Era Paulo um enganador?
Judeus que são contra Yeshua, geralmente utilizam os textos que dizem que Paulo se fez judeu para judeus.
Eles afirmam que Paulo era um enganador e fingido, e que se disfarçava de judeu, fingindo guardar a Lei.
E o pior de tudo é que são os cristãos os que dão margem a essa interpretação, dizendo também os cristãos que Paulo se fazia de judeu.
É o mesmo que o chamar de fingido e enganador.
Estando eu em um debate, um evangélico utilizou-se do texto a seguir para dizer que Paulo se fazia de judeu.
E o pior é que o texto é tão nítido que não entendo como não conseguem entender.
Só que veja a interpretação real do texto:
(Atos 21:21) - E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei.
(Atos 21:22) - Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo.
(Atos 21:23) - Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto.
(Atos 21:24) - Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.
O texto diz: " E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés".
Novamente estamos no mesmo dilema do fermento dos fariseus, só que agora são os informantes que estão acusando a Paulo de não guardar a Lei.
Esses informantes disseram aos judeus em Jerusalém que Paulo andava ensinando contra a Lei e que ensinava aos judeus a se apartar das Leis judaicas.
O interessante é que os cristão assim como crêem nos Fariseus, também crêem na mentira desses informantes, que acusavam a Paulo ilegitimamente.
O texto diz: "Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto."
Os chaverim que estavam com Paulo dizem a ele para que tomasse esses quatro homens que estavam de voto.
Esses quatro homens estavam fingindo que estavam de voto ou realmente estavam de voto?
O texto continua : "Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça"
Paulo deveria tomar esses quatro homens com ele, e santificar-se com eles.
Paulo se santificaria verdadeiramente ou fingiu ? Ele pagaria os gastos da tosquia dos homens por fingimento?
Diz o texto : "e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei. "
Nada há daquilo que foram informados, ou seja, o que disseram não existe.
Há traduções mais claras do que essa, que dizem : "e todos ficarão sabendo que não é verdade o que informaram".
Os quatro homens e também Paulo, não estavam fingindo a situação, eles realmente estavam de voto e se santificando.
E para mostrar que os informantes estavam realmente mentindo, ele faz segundo o conselho dos chaverim que estavam com ele.
"Mas que também tu andas guardando a lei", para mostrar que ele também guardava a lei.
A Brit Chadasha novamente afirma que Paulo fez voto e que a verdade era que continuava guardando a Lei, mesmo estando na Nova Aliança.
A Brit Chadasha fala também de um voto particular de Paulo e será que ele estava fingindo? Vejamos o texto?
(Atos 18:18 ) - E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos, e dali navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áqüila, tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto.

Como diz o texto: "tendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto".
Novamente eu faço a pergunta : "Era Paulo um enganador?"
Para que se preocupar com alimentação?
Um rapaz evangélico me disse que Yeshua purificou a todos os alimentos, e que agora todos os alimentos são permitidos de se comer.
O texto utilizado foi este:
(Marcos 7:19) - Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?

Ele se baseou na expressão : "ficando puras todas as coisas".
Eu perguntei a ele se isso era literal e ele disse que sim.
Então perguntei se o debate entre Yeshua e os opositores era concernente à alimentação e ele respondeu que sim.
E perguntei "como foi que se iniciou esse debate?". Mas não obtive respostas.
Mais uma caso de versículo isolado sem contexto.
O debate de Yeshua iniciou-se com a acusação de que os discípulos de Yeshua comiam sem fazer Netilat Yadaim (a lavagem das mãos).
O debate não era a respeito do que comiam, não era a comida em si, mas sim sobre o comer sem lavar as mãos.
Yeshua diz que o alimento sem lavar as mãos não é o que contamina ao homem (no espírito), mas sim o que sai do coração. Ou seja, os maus pensamentos.
Como diz: "do que fala a boca está cheio o coração".
Se a passagem fosse literal, então, o que é que sairia do coração senão sangue?
Até a palavra "coração" nesse texto é figurativa, pois todos sabemos que os pensamentos são desenvolvidos no cérebro e não no coração.
O debate era sobre Netilat Yadaim (lavagem das mãos) e não sobre alimento.
Cheguei a perguntar ao rapaz : "Se o que entra não contamina, então, posso comer sangue?
Novamente ele não respondeu.
Será que não percebem essas coisas?
Outra passagem interessante está em Atos 10, quando Pedro tem a visão de animais da terra, e ouve uma voz dizendo : "Pedro, mata e come".
Pedro responte : "De modo nenhum, senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda"
O interessante é que mesmo que D-us dissesse a Pedro para transgredir uma lei, Pedro ainda diria "De modo algum". Rs
Daí dá para ver o quanto ele era zeloso quanto a esse mandamento.
Mesmo sendo visão figurativa, pois figurava a pessoa de Cornélio, no instante em que Pedro tem a visão ele pensa ser literal e que realmente deveria matar e comer.
Só depois entendeu que a visão se tratava de Cornélio, para que ele não chamasse de impuro ao gentio o qual D-us havia santificado.
Então fica claro que Pedro ainda seguia aos mandamentos concernentes aos alimentos, e isso vivendo já na Nova Aliança, ou seja , na famosa "graça" citada pelos cristãos para desmerecer a Lei.
Até a palavra "graça" é incompreendida pelos cristãos e entendem "graça" como sendo algo contrário a Lei.
Não sabendo eles que a Lei foi dada pela graça de D-us.
Utilizam sempre o versículo que diz: "O fim da Lei é Cristo".
Só que não sabem que no texto grego a palavra "télos" pode ser traduzida como "finalidade".
Ou seja, "A finalidade da Lei é o Messias".
Por que a finalidade de Lei é o Messias?
Porque desde Bereshit (Gênesis) até o último profeta, todos apontam para um único caminho que é o Mashiach. A finalidade da Lei é apontar ao Mashiach.
Yeshua disse : "(Mateus 11:13) - Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João."
O que profetizaram até João ? Profetizaram sobre o Messias.
Pois a finalidade de toda a lei e dos profetas sempre foi apontar ao Messias.
O último a profetizar sobre o Messias foi João.
E ainda tem gente que interpreta que isso significa o fim dos profetas, ou seja, dizem que após João não haveria mais profetas.
Mas será que não enxergam o que lêem? Veja o que diz o texto:
(Atos 21:10) - E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;
Daí podemos ter uma idéia de como é deturpada a interpretação desses cristãos.
O mal de tudo é que os cristãos já têm suas opiniões cauterizadas por tanto ouvir idéias tendenciosas.
Até as traduções são tendenciosas. As traduções tendem aos ensinamentos cristãos, fazendo de tudo para insuflar suas doutrinas na mente de seus seguidores.
Tornando-os pequenos, ou melhor dizendo, os menores no reino.
Como foi dito : "Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus;"
E assim ensinam contra os mandamentos (Torah).
Espero que abram as vossas mentes e não sejam como uma ostra cuja única defesa é se fechar.
Se é que isso é defesa. Ou não sabeis que a ostra só produz a pérola quando é ferida?
Talvez o que repute por mal é na verdade o teu bem.
Shalom a Todos!!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã

A Páscoa Judaica e a Páscoa Cristã

Por Elhanan Ben Avraham – Jerusalém – ISRAEL
O evento histórico de um judeu chamado Yeshua que foi brutalmente crucificado pelos romanos em uma noite de Páscoa em Jerusalém no 1º século E.C., ressuscitando dentre os mortos ao terceiro dia após a sua morte, representou o evento mais importante da história da humanidade. Este evento definiu o momento da vida, dando um significado para a vida do homem, substancia para a história e profecia, derrotando a morte e nos dando a realidade da vida eterna.
Infelizmente, este evento tem sido distorcido e embaçado ao longo da história, sendo usado para infligir sofrimento e morte a muitos em nome de Jesus Cristo (ao invés de ser usado para libertar cativos das prisões do pecado para que conheçam o verdadeiro amor). Isso pode ser equiparado ao incógnito “pecado imperdoável”, e sem dúvida é uma grande tragédia. Apesar de desconhecido por muitos cristãos nos dias de hoje, os judeus sofreram por quase dois milênios grandes aflições e perseguições orquestradas por entidades cristãs baseadas no sacrifício de Cristo. Por esta razão, trazer a pessoa de Jesus (ou Yeshua) novamente à consciência do Judeu não é tarefa fácil. Assim, o fenômeno ao qual chamamos de “Restauração” é de fundamental importância, maior até do que a famosa “Reforma” em seus dias de glória. Aliás, podemos dizer até que a Restauração é a evolução natural e espiritual da Reforma. É inevitável.
O que nasceu na fé e na prática judaica, predito pelos profetas de Israel e descendente da linhagem real de reis de Judá, apresentado aos gentios por apóstolos judeus, foi DISTORCIDO e TRANSFORMADO em uma religião que em quase NADA se assemelha às suas origens. Tragicamente, um judeu não vê nenhuma semelhança entre o cristianismo de hoje e a fé bíblica para a qual ele foi chamado por D-us (Gn 12:2). Estamos vivendo no momento mais oportuno da história, pois temos a oportunidade de RESTAURAR o que foi encoberto e RETORNAR à fonte (ou, como declarado pelos reformistas – “sola Scriptura” – apenas as Escrituras). Jesus disse: “Porque vocês transgridem os mandamentos de D-us por amor à vossa tradição?” (Mt 15:3 e Mc 7:8-9). Esta palavra foi originalmente endereçada aos líderes do judaísmo da época de Jesus, mas verdadeiramente é uma palavra de “dois gumes” e deveria ser usada a qualquer pessoa em qualquer época da história onde for necessária.
O que foi padronizado no Cristianismo como “Páscoa” foi na verdade uma SUBSTITUIÇÃO da Páscoa Bíblica e judaica do nosso Senhor (Pêssach) e a Festa de Primícias (Bikurim) – Lv 23, que aconteceu no mesmo dia da ressurreição do nosso Messias. A “Páscoa” cristã foi oficializada em 325 d.C. no Concílio de Nicéia pelo imperador Constantino, o qual proclamou a nação pagã de Roma uma “nação cristã” da noite para o dia. O ódio contra os judeus os guiou para fazerem todo o possível para separarem a fé em Cristo das suas raízes Judaicas, incluindo a mudança do dia da Páscoa Judaica (14 de Nissan ou Aviv – Lv 23:5-6) para uma nova data com o intuito de não ter vínculo algum com a Festa Judaica de Pêssach, a qual eles amaldiçoaram.
Nenhum bispo Judeu foi convidado ou permitido participar deste concílio (e havia muitos bispos Judeus no seio da Igreja na época). Assim, a Páscoa Cristã foi instituída em substituição à Pascoa Judaica. Nos países de língua inglesa esta festa é conhecida como “Easter”. Este nome surgiu de uma festividade de primavera celebrada por Assírios, Babilônios (e posteriormente Celtas), em adoração a deusa Ishtar (ou Oestre no mundo nórdico). Esta era a deusa da fertilidade, daí ovos e coelhos eram usados como simbolismos. Em espanhol, francês e português (e outras línguas latinas), esta festa permaneceu conhecida como “Páscoa”, “Paque” ou “Pascha”, nomes que derivam da transliteração do termo hebraico “Pêssach” (Passagem).
E foi assim que outros elementos NÃO-BÍBLICOS (como por exemplo, a substituição do dia do senhor do Sábado para o domingo – ver os 10 mandamentos) adentraram a religião cristã por intermédio de um espírito anti-semita e anti-judaico que floresceu em pessoas como João Crisóstomo, Marcião e muitos outros chamados “pais” da Igreja, cujo background era o paganismo grego que odiava aos judeus (culminando no reformista Lutero, que apesar de sua enorme contribuição, escreveu no final de sua vida o livro “Os judeus e suas mentiras - 1543”, dando a receita que Hitler seguiria 400 anos depois). Há provas históricas que até meados do século IV d.C., os cristãos celebravam a Páscoa ou “Pascha” no mesmo dia bíblico que os judeus (Peri Pascha – Melito de Sardis – Séc II d.C.; Historia Ecclesiastica  - Eusébio – Séc IV d.C.).
Devemos nós aceitar as decisões de homens e suas tradições ou devemos aceitar a autoridade da Palavra de Deus? Agora é o momento histórico e a oportunidade de RESTAURAÇÃO tanto de Israel como da Igreja para retornarem para a pedra fundamental de Jerusalém e se desligarem de uma vez por todas de Roma. Devemos voltar às verdades bíblicas e questionarmos tradições de homens, voltando-nos para o Messias verdadeiro, que é chamado ainda hoje de Rei dos Judeus!
Não foi por coincidência que Paulo referiu-se a Yeshua como “os primeiros frutos dos que dormem” (ressuscitado dentre os mortos – I Co 15:20), pois naturalmente ele tinha em mente a Festa Bíblica de Bikurim (primeiros frutos).
Chag Pessach Sameach – Feliz Festa de Pêssach!

domingo, 17 de abril de 2011

BÍBLIA JUDAICA COMPLETA - DAVID STERN

BÍBLIA JUDAICA COMPLETA - DAVID STERN



















Por que esta Bíblia é diferente das outras? Por ser a única versão portuguesa de estilo e apresentação completamente judaicos. Inclui a nova versão do Tanakh, feita pelo dr. Stern ("Antigo Testamento"), bem como seu aclamado Novo Testamento Judaico, a B'rit Hadashah.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua e da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT]
• Segue a ordem hebraica dos livros do Tanakh, a ordem com a qual Yeshua estava acostumado.
• Não faz nenhuma separação entre "Antigo" e "Novo" Testamento.
• Corrige traduções equivocadas do Novo Testamento, resultantes da ambientação teológica antijudaica.
• Apresenta os nomes hebraicos originais de pessoas, lugares e conceitos por meio de transliterações fáceis de ler.
• Concentra-se nas profecias messiânicas.
• Apresenta o plano de leitura semanal, de leituras feitas na sinagoga (e também dos dias de festa) com a adição de leituras relevantes da B'rit Hadashah (Novo Testamento).
• Traz uma introdução completa a este texto bíblico e sua importância em nossa era; glossário com explicações de pronúncia; glossário invertido e mapas especiais para auxiliar o entendimento da Bíblia.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua bem como da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] mostra que a Palavra de D-us — de Gênesis a Apocalipse (Revelação) — é um livro judeu unificado, disponível a todos: judeus e não judeus.
 

Fome e sede de Yeshua !

Fome e sede de Yeshua !

Dostoievsky, o filósofo e escritor russo, pronunciou uma frase que, a meu ver, é uma das mais precisas e sensatas de toda a história da humanidade, é a seguinte:
“A lacuna do coração do Homem é do tamanho do Criador”
De fato, tal percepção retrata com muita propriedade a real condição do homem, pois, admita (o homem) ou não, há uma necessidade inerente de se crer, adorar e servir a algo ou alguém. O salmista , semelhantemente, fez uma expressão parecida ao afirmar em Salmos 42.2 “A minha alma tem sede de Elohim, do Elohim Vivo...”
É sobre essa necessidade de preenchimento afirmada pelo filósofo, esta sede cantada em verso pelo salmista que somos levados a refletir nessa ‘eterna’ condição de dependência que vivemos. Esta necessidade inerente nos leva a procurar qualquer coisa para preencher esta falta de, (para muitos ainda), “não sei o que”, que os consome... Geralmente, busca-se este preenchimento na religião, seja ela qual for. Por conta disso, se aceita sem questionar, a tudo o que é transmitido como o caminho para a satisfação pessoal e acaba-se por se desenvolver uma religiosidade e não uma espiritualidade, entenda espiritualidade como, uma real relação com o Eterno Criador de todas as coisas. Ou seja, aceitamos amuletos, mantras, elucubrações e superstições como se estas coisas preenchessem o vazio, ou nas palavras do filósofo, a lacuna de nosso coração e assim, como o ainda jovem David, que foi conduzido a vestir a armadura de Shaul que atrapalhava o seu “caminhar” (1 Samuel) 17.38 e 39 muitos acabam vivendo uma vida de opressão, encurvados pelo peso das regras humanas de “como servir ao Senhor” sem conseguir progredir em sua jornada.

O profeta Amós vaticinou em Amós 8.11 “Eis que virão dias, - Oráculo de YHWH- em que enviarei fome a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra de YHWH...”

Tanto a declaração de Dostoievsky quanto a do Salmista, são constatações de precisão cirúrgica quanto a realidade interior da humanidade!! De maneira análoga a esta situação, leiamos II Reis 4. 38-41 e pensemos um pouco. Neste episódio, podemos verificar que a fome fez com que pessoas se provessem de veneno para sobreviver, por mais incrível que isso possa parecer, é compreensível se considerarmos que as pessoas estavam famintas. É importante notar que, não eram pessoas comuns, eram aprendizes/discípulos de profetas! A grande ironia nesta história é que, para sobreviver, colheram veneno...Sim a fome cega!

Da mesma forma, muitos “talmidim” (discípulos), no afã de saciar a fome que, diga-se de passagem, é legítima. Tem se provido de veneno e, infelizmente, muitos já ingeriram e estão morrendo lentamente. Mas por que não discerniram o que era veneno? A resposta está no fato de que, assim como os profetas colheram colocíntidas por serem semelhantes ao pepino, colhe-se Talmud, Kaballah e cristianismos por “ se parecerem” com Torah...
O que podemos ver nisso é que, a fome e sede de se ouvir a palavra de YHWH têm levado pessoas a percorrerem grandes distâncias, mas muitos não têm tido o cuidado de examinar o que se está colhendo. Vejamos o que o Profeta Elisha (Eliseu) fez, para cortar o efeito do veneno e entender como podemos nos imunizar: II Reis 4. 41 “Então Elisha disse: Trazei-me farinha. Jogou farinha na panela e disse: serve aos homens, para que comam. – E já não havia mais nada de nocivo na panela.”

Acreditamos que nesta passagem temos um grande ensinamento, ou seja, a panela é o mundo, as colocíntidas (veneno) são as diversas doutrinas demoníacas existentes por aí. A farinha lançada...bem, cabe aqui um raciocínio: Com a farinha, se faz o pão, e Yeshua é o Pão Vivo que desceu dos Céus. Isto significa que somente com Yeshua, a Torá viva, poderemos anular os efeitos deste veneno maldito, aplicando os seus ensinos, a sua halachá em nosso cotidiano.

CONCLUSÃO

Temos vivido um tempo de muitas “descobertas” e isso deve estar perturbando a muitos, mas gostaria de lembrar a todos as palavras de Salomão em Provérbios 4.18:
“Mas a senda dos tsadkim (justos) é como a aurora, a vai alumiando até que se faça dia”

Por Yochanan ben Avraham no Blog http://kehilahbeitchessed.blogspot.com/2011/02/fome-e-sede-de-yeshua.html

sábado, 16 de abril de 2011

A Torah

A Torah é o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia, e no sentido mais amplo, significa “instrução”, ou seja, os princípios dados pelo Eterno para termos uma vida santificada e abençoada. A Torah, conhecida como a Lei de Moisés revela o caráter de D’us através do padrão de valores contidos nos preceitos. A Nova Aliança enfatiza o aspecto do amor e da misericórdia do Eterno, através do exemplo de vida do Messias Yeshua, o Filho do D’us vivo. Mas é bom lembrar que tanto o aspecto dos valores como da manifestação do amor e misericórdia estão presentes em ambos. Na verdade, a Torah os profetas e a Nova Aliança se complementam e são por natureza inseparáveis, pois revelam o plano de D'us para restaurar a terra e constituir filhos semelhantes ao Seu Filho unigênito, Yeshua Ha Mashiach.

Podemos comer de tudo oque se vende no açougue?

Em I Co. 10.25-27 diz que devemos comer tudo que se vende no açougue, como fica a questão se houver carne de porco?

Resposta

Veja bem, a questão em I Co. 10 não se refere a animais puros ou imundos, mas sim à carne ser ou não consagrada a ídolos. Vide versos 12 em diante.
Até porque um makulin era um mercado cujo açougueiro era judeu, mas o proprietário era romano. Por isso, a carne poderia ser posteriormente consagrada a outras divindades.
Exemplo: a gelatina suína é muito comum. Se uma fábrica de sorvete diz usar gelatina e não especifica qual, então não devemos comê-la.
Agora, se o sorvete for consagrado, se o dono for macumbeiro, etc. não temos com o que nos preocuparmos, pois a terra é de YHWH e isso não nos afeta. Esse é o sentido do que diz Rav. Sha'ul (Paulo).

Filipenses 3 fala contra a lei?

Resposta
Pelo próprio Tanach (Primeiro Testamento), vemos que o relacionamento homem e YHWH sempre foi pela graça do último. Isso fica bem evidente por exemplo nos clamores de David nos Tehilim (Salmos) - e até mesmo pelo relacionamento dEle com Israel.
Contudo, com o tempo começou a nascer entre os p'rushim (fariseus) uma idéia de justificação por méritos - cada mitsvá (mandamento) cumprido seria um degrau para se atingir o olam habá (mundo vindouro). De certa forma, o Judaísmo até hoje anda por essa linha.
Creio que Fp 3 seja uma reação a esse pensamento, onde Rav. Sha'ul (Paulo), uma pessoa que provavelmente fora ensinado a ajuntar mérito de mitsvá (mandamento) em mitsvá (mandamento), se deu conta de que tudo era em vão, pois YHWH não se relaciona com o homem com base no mérito humano.
Se entendermos o contexto farisaico, ao qual o próprio Rav. Sha'ul (Paulo) apela na construção de seu raciocínio, fica fácil compreendermos a mensagem dele.

O erro se dá quando caímos no outro extremo,  ao considerar as cartas de Rav. Sha'ul (Paulo) como um convite a descartar qualquer tipo de obediência.
Devemos lembrar que as cartas tanto de Rav. Sha'ul (Paulo) quanto dos demais emissários são “tratados” (algo muito comum na época) - normalmente escritos para lidar com situações específicas. Normalmente lidando com extremismos.
Se tirarmos as cartas dos seus contextos, podemos cair em erros teológicos tais como salvação por obras, “graça barata”, entre outros.